Eleições 2020

Os impactos da desinformação e COVID-19

Iniciamos o ano eleitoral acreditando que as preocupações seriam as de costume: montagens de partidos, quem vai apoiar quem, movimentação nas redes sociais e qual grupo político iria se fortalecer ao ponto de vencer as eleições municipais. 


Entretanto, logo após o carnaval, época em que tradicionalmente tudo começa a acontecer nos bastidores do cenário eleitoral, fomos surpreendidos por uma pandemia de coronavírus, causando covid-19, mudando completamente o rumo e a velocidade dos acontecimentos, causando incertezas, inclusive, no calendário eleitoral. 

A virose somada ao alto índice de desinformação – nome técnico e correto das conhecidas fakenews – potencializada pelas redes sociais, faz surgir todo tipo de inverdades, umas por despreparo, outras por maldade daqueles que querem manipular e influenciar as massas por motivos escusos, assim como vimos acontecer nas eleições de 2016, 2018 e provavelmente veremos tentativas em 2020. 

Por isso, ainda em 2018, estive no Primeiro Seminário Internacional sobre a desinformação e seus impactos nas eleições, onde na presença de representantes do FBI, União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Ministério da Justiça, Procuradoria Geral da República, Polícia Federal, CONAR, Facebook, Whatsapp, Google, Twitter, além de ministros de toda corte eleitoral, aprendi com os melhores do mundo inteiro e vi nascer um grande movimento convergente de combate às chamadas Fakenews. 

Apenas a conscientização e união social são capazes de combater pandemias (adotando as medidas preventivas com responsabilidade) e manipulações eleitorais, (checando a veracidade das informações consumidas por qualquer meio) não se deixando enganar e votando com o uso pleno de sua capacidade cidadã. 

Através da Emenda Constitucional 107/2020 o Congresso Nacional chancelou o adiamento das eleições 2020, respeitando, portanto, a regra de que mesmo com adaptações as eleições municipais devem acontecer em 2020, prestigiando a alternância de poderes e respeitando o art. 29 da carta magna. 

Deixo para leitura dos senhores da referida emenda. Em caso de dúvidas, entrem em contato conosco, será um prazer o debate. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc107.htm

Vamos em frente, se cuidem.

Dr. Bruno Cabral

Aos 36 anos, professor desde os 17, Bruno Cabral é ex-Procurador Geral Público, Advogado especialista em Direito Eleitoral pelo Superior Tribunal Eleitoral – TSE - DF, Tribunal Regional Federal da 4ª região - TRF4, Tribunal Regional Eleitoral – TRE - RJ, Procuradoria Geral do Estado – PGE- RJ, Ministério Público – MP- RJ, Escola Superior de Advocacia – ESA – RJ, possui mais de 130 candidatos e políticos vitoriosos no currículo, 07 eleições, é ainda Presidente da Comissão de Administração Pública e conselheiro da OAB, Presidente do Grupo CEFAE – Centro de Ensino, Idealizador do Canal Pensar Direito (YouTube) e Fundador do escritório Bruno Cabral Advogados.

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